Pequenas histórias – 1. O meu mundo é rosa…

Era uma vez uma menina que era azul, como todas as outras meninas do mundo azul.

Essa menina gostava de pular, saltar, correr, jogar às escondidas e ao rei manda, mas às vezes era tudo muito monótono, pois tudo acontecia sempre tons de azul.

Essa  menina, por vezes, sentia o mundo em tons de rosa, e isso deixava-a muito atrapalhada, preocupada, posso até dizer embrulhada, ela queria ser igual às outras meninas do mundo azul

Um dia pensou que devia sofrer de uma doença… talvez fosse rosalite.

Foi aos dicionários, enciclopédias e até à Wikipédia, mas não havia nenhuma doença com esse nome.

Ainda perguntou aos pais, tios e avós, mas todos abriram a boca de espanto, de rosalite nunca ninguém tinha ouvido falar.

Foi então que teve uma ideia brilhante, comprou uns óculos escuros com lentes azuis.

Que felicidade! finalmente seria igual a todos, assim já não se sentiria atrapalhada, preocupada e embrulhada.

Mas um dia, esbarrou com um menino de olhos sonhadores, de andar saltitão, como se andasse todos os dias num foguetão.

Conversaram, conversaram, foram à lua e vieram e ambos se aperceberam que eram diferentes.

A menina via tudo em rosa e o menino via tudo em verde.

Ela perguntou ao menino:

– Tu não ficas preocupado de veres tudo verde?

– Eu? não! até acho piada, ver a vida a verde tem um encanto que é só meu.

A menina voltou a dizer:

Achas que não é uma doença?

– Claro que não! -disse o rapaz do andar saltitão. Pensa no lado divertido das coisas, não é engraçado os teus olhos colorirem o mundo de Rosa? Não te preocupes demasiado, o mundo é como nós o construirmos, independente, da cor, tamanho ou medida.

Foi assim, que os dois foram crescendo… livres e felizes. Quando se tornaram grandes, casaram-se e tiveram dois filhos: A Rosalite e o Verdite que imaginem só! viam o mundo a verde e rosa.

Foi assim que graças a esta família original …  Nada mais voltou a ser igual no mundo azul. Aqui e ali, iam nascendo uns borrões coloridos de verde e rosa que iam colorindo os olhos das pessoas do mundo azul.

Vanda

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