O pai da literatura Infantil

Charles Perrault nasceu em Paris, no dia 12 de janeiro de 1628. Viveu na época do Rei Luís XIV. Entrou para a Academia Francesa de Letras em 1671.

Na Academia Francesa, enfrentou uma longa disputa intelectual, chamada de “Querela dos Antigos e dos Modernos”. Os Antigos eram escritores que acreditavam na supremacia da Antiguidade Greco Romana, sobre toda e qualquer produção francesa. Já os Modernos defendiam que a produção literária francesa não era inferior aos clássicos do passado

Liderando o grupo dos Modernos, Charles Perrault tentou provar a superioridade da literatura de sua época, com a publicação das obras: “Le Siècle de Louis le Grand” (1687) e “Parallèle des Anciens et des Modrenes” (1688-1692).

Mas é em 1697, com quase setenta anos, que Charles Perrault passou a registrar as histórias, ou contos, recitados entre as damas nos salões parisienses. Ao dar um acabamento literário a esse tipo de história, criou um gênero da literatura “o conto de fadas”. O livro, publicado no dia 11 de janeiro de 1697, ficou conhecido como “Contos da Mãe Gansa” que reunia diversas histórias, entre elas, O Pequeno Polegar”. “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida”, “O Gato de Botas”, “Cinderela”, “Barba Azul” e as  “As Fadas”.

Perrault foi imortalizado por criar uma literatura de cunho popular que caiu no gosto infantil e contou também com a aprovação dos adultos. As  Suas obras  tornaram-se  grandes clássicos da literatura mundial e sobreviveram ao tempo, sendo, até hoje, editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação, e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão.

Transplantando contos populares de suas origens camponesas para uma cultura cortesã que valorizava uma forma literariamente estilizada e toques extravagantes, Perrault produziu um volume com um apelo popular sem precedentes.

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