Irmãos Grimm

O seculo XVIII foi determinante para a literatura infantil, movimentos como o Romantismo e o Iluminismo, recuperam o interesse pelo passado, pelas histórias feéricas e ritmadas, pelo exótico e pelo mundo medieval. Pedagogos como o Rousseau e Locke refletem sobre a educação infantil e a sua relação com a literatura. É também nesta altura que a criança começa a ser vista na sua essência e com as suas particularidades e não como um adulto imperfeito em miniatura. Mas é no século XIX em 1812, com a publicação da coletânea Kinder-und Hausmarchen(Contos de Fadas para o Lar e as Crianças) dos irmãos Grimm que nasce e uma coletânea que irá  influenciar toda a literatura infantil europeia.  Para compilar as suas histórias, os irmãos Grimm foram diretamente à fonte, ao folclore celta, europeu e oriental que circulava na Alemanha e na França.

Conforme diz Tatar (2004), o projeto de compilação dos contos populares alemães por parte dos irmãos Grimm visava à preservação do folclore popular, o qual se via ameaçado pelo processo de industrialização e urbanização. A primeira edição de Contos da infância e do lar, estava repleta de notas e sobrecarregada por uma pesada introdução, assemelhando-se mais a um tomo erudito do que a uma obra dirigida a um público infantil.

Desta forma, os autores, após a primeira edição da obra, realizaram uma série de revisões e alterações da obra, polindo-a de modo a apagar suas possíveis qualidades rudes – diferentemente de seu primeiro propósito, que era escrever uma obra para estudiosos da cultura popular, os irmãos Grimm voltaram-se para as crianças, transformando seus contos em leitura para a hora de dormir.

 

 

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