Histórias Terapêuticas

 

Todas as histórias são potencialmente terapêuticas ou curativas. Se uma história nos faz rir ou chorar, ou ambos! – o riso e a lágrima podem ser curadoras. As histórias folclóricas ou contos de fadas, através de seus temas e resoluções universais, apresentam possibilidades curativas. Eles podem oferecer esperança e coragem para lidar com adversidades da vida, afirmando nossa capacidade de desenvolver e de mudar.
A simples experiência de ouvir uma história, não importando seu conteúdo, pode ser “curativa”. Sessões regulares de narração de histórias podem desenvolver a concentração das crianças, e podem ativar sua imaginação. Estes efeitos são um bálsamo curativo às crianças no mundo de hoje, quando frequentemente despendem muitas horas na frente da TV e DVDs. Uma história requer e estimula a criação imaginativa de vivências internas, enquanto os meios acima citados apresentam imagens fixas, pré‐criadas que tem que ser aceitas pelo expectador sem evocar sua própria capacidade de criação.
Se a definição de curar é a de restaurar, retornar ao equilíbrio, tornar‐se harmonioso e inteiro, então histórias terapêuticas podem ser descritas como histórias que devolvem a harmonia de uma situação que se encontra em desequilíbrio.
História terapêutica é um modo delicado, fácil e efetivo de atingir comportamentos indesejáveis das crianças. A forma da história permite que a criança “embarque” numa viagem imaginativa, ao invés de ser admoestada diretamente por ter se comportado de modo inadequado. Através da identificação ao personagem principal ou de outras características, a criança fortalece-se e pode superar obstáculos e alcançar resoluções.
adaptado de trecho do livro de Susan Perrow, “Therapeutic Storytelling, 101 healing stories for children”, Hawthorn Press, Reino Unido. Tradução: Sílvia R. Jensen

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