As histórias criam laços e afetos

 

   Cimentámos a terra, enchemos o céu de poluição, construímos cidades repletas de ruídos e estímulos visuais, mas fomos perdendo, enquanto humanidade, o contacto com nosso ser interno.

Os nossos antepassados contemplavam os céus, conheciam as plantas e ouviam o que a natureza e os sonhos tinham para dizer.

Hoje procuramos pelo oráculo contemporâneo – Google – para responder o que não sabemos e temos muitos “amigos” que nem sabemos quem são.

Nada contra a modernidade que, em parte, é necessárias para todos, mas estamos a  distanciar-nos do encontro com a nossa verdadeira essência e procuramos aprovação e felicidade no mundo virtual e das redes sociais.  Fugimos do contacto, de olhar nos olhos, dos abraços e das emoções.

O ato de contar histórias resgata o olho no olho, o coração com o coração. As histórias lembram-nos que não estamos sós, que estamos ligados por “fios de memórias, afetos e de identidade.  É   esta consciência que nos traz paz, alegria, harmonia.

E será que não é isso que sempre procurámos?

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