A jornada do herói e as histórias

Segundo Campbell, os contos de fadas, as lendas e as fábulas são extremamente poderosos

“Essas histórias são modelos exatos de como funciona a mente humana, verdadeiros mapas da psique. São psicologicamente válidas e emocionalmente realistas, mesmo quando retratam acontecimentos fantásticos, impossíveis ou irreais. Isso explica o poder universal delas. As histórias construídas segundo o modelo da jornada do herói exercem um fascínio que pode ser sentido por qualquer um, porque brotam de uma fonte universal, no inconsciente que compartimos, e refletem conceitos universais. Trata-se de questões universais simples, que podem até parecer infantis. Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou quando morrer? O que é bem e o mal? Como será o amanhã? Para onde foi o ontem? Será que tem alguém lá em cima?”

A ideia da jornada do herói é a busca por esse padrão, paralelismos, segundo Campbell, que “são uma constante dos princípios que guiam a humanidade na sua evolução”. O estudioso apresenta sua teoria ligando-a especialmente ao campo da religião – Buda e Jesus são exemplos constantes em todo o livro – e da psicanálise. Reduzido a sua essência, o monomito  divide-se  em três atos: primeiro, a separação do que seja seu normal; segundo, sua iniciação num universo extraordinário e, por último, seu retorno: “um herói vindo do mundo quotidiano  aventura-se  numa região de prodígios sobrenaturais; ali encontra fabulosas forças e obtém uma vitória decisiva; o herói retorna de sua misteriosa aventura com o poder de trazer benefícios aos seus semelhantes”. 


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *