A Fada doçuras

Uma história em construção …para quem adora as fadas 🙂

Num bosque verdejante e muito frondoso, os velhos carvalhos entrelaçavam-se criando umas pequeninas casas, que pareciam de brincar.

Numa destas casas, vivia a única fada que habitava no Reino das Fadas Encantar, a fada delicada. Esta fada era mesmo especial, as roupas que vestia eram cosidas com fios de oiro e prata, vindos do interior de África. Os seus cabelos eram penteados com pentes de marfim, vindos da Índia. E os sapatinhos vermelhos, eram feitos de uma manteiga rara da Holanda.

A fada delicada era alvo da atenção de todos os seres do reino, pois quando o vento forte soprava ela dava pinos e cambalhotas sem parar, deixando – a com a cabeça à roda, como um parafuso maluco.

Quando acordava de manhã , punha toda a floresta em alvoroço:

-Ai! se o vento forte a leva- piavam os passaritos

-Ui!  se os seus pés delicados pisam o chão- zumbiam as abelhas

Ih! se o seu vestido se amarrota- gritavam as  formigas enfileiradas

Era divertido a valer, ver como todo o reino das fadas mimava a fadinha delicada:

As papoilas esticavam-se para que os sapatinhos de manteiga não tocassem o chão.

O sol aproveitava para pôr a conversa em dia com o vento, não fosse ele lembrar-se de soprar.

As borboletas com as suas maozinhas de pó de perlimpimpim iam ajeitando o vestido, não fosse ele ficar amarrotado.

Esta lufa-lufa só terminava quando a fada regressava a casa quando o sol se despedia com um grande sorriso” até manhã”.

Mas nessa noite, a fada delicada não conseguiu pregar olho, levantou-se foi á janela e chamou a sua melhor amiga, a redondinha que vive lá no céu.

Abriu a janela e assobiou para a redondinha:Fiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuu …

A redondinha que já estava a aninhar-se para dormir, até ficou com os cabelos arrepiados.

Olhou para baixo e percebeu que era a delicada que a estava a chamar. Um pouco ensonada desceu até ao bosque.

– Diz lá delicada … o que se passa?

– Não consigo dormir, estou aborrecida e quero os meus pais e as outras fadas do reino.

– Delicada, tu sabes que as outras fadas desapareceram sem deixar rasto, e tu só aqui estás porque estavas a dormir nas nuvens comigo.

– Mas é tão maçador estar por aqui sozinha, sempre rodeada de mil cuidados.

– Amanhã, bem sabes que vai haver uma grande reunião entre todas as forças da natureza- disse a lua com um ar doutoural.

– Buaaaaaa, Buáaaaa, mas eu estou tão triste, que acho que vou desmaiar de tristeza.

A lua aflita chamou as estrelas, que chamaram o sol, que chamou o vento, que chamou a neve.

Em segundos, estavam todos em redor da delicada que fazia um ar de aflição, abanando as mãos e respirava ofegantemente.

Todos, juntos, decidiram procurar pelos quatro cantos do mundo de dentro e de fora, o rasto das fadas …

A delicada, já mais calma prometeu que iria tomar um chá de túlipa e esperar pelas notícias com muita paciência…

Vanda Furtado Marques

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